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A brecha

Há um Maio de 68 para quase toda a gente. Até quem não é de esquerda pode simpatizar sem dificuldade com o Maio libertário-situacionista, zombeteiro, as palavras de ordem geniais, a inventividade pós-surrealista, o “não tenho nada a dizer mas quero dizê-lo”. Contrariando os esquemas, não foram os operários que desencadearam o levantamento contra os burgueses, mas alguns desses mesmos burgueses, jovens materialmente confortáveis e espiritualmente descontentes, uma “classe” emergente enquanto sujeito histórico. Além de mais, da lindíssima aristocrata Caroline de Bendern, fotografada às cavalitas de um camarada, ao “judeu alemão” Cohn-Bendit, com o seu “espontaneísmo loquaz, alegre, agressivo, inocente, excitado, audacioso” (como escreveu Edgar Morin), uma dimensão forte dos événements é tão estética e festiva quanto ideológica.

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