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Um discurso verdadeiro

Serge Doubrovsky (1928-2017), escritor francês descendente de judeus russos, e que teve uma distinta carreira académica nos Estados Unidos, inventou um termo que fica na história da literatura: autoficção. Boa parte do romance francês das últimas décadas, o bom, o menos bom e o atroz, seguiu por esse caminho, de Annie Ernaux e Hervé Guibert às Angots e Nothombs. É mais do que o trivial “romance autobiográfico”: trata-se de utilizar factos verdadeiros e de submetê-los a um tratamento romanesco, produzindo assim textos “cuja matéria é inteiramente autobiográfica, mas cuja maneira é inteiramente ficcional”.

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