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O tempo acontece

Quando Edward Albee morreu, há umas semanas, voltei aos três austeros volumes do seu teatro completo. Além de “Quem tem Medo de Virginia Woolf?” (1962), que toda a gente conhece, quanto mais não seja por causa da versão cinematográfica com o Burton e a Taylor, tinha lido “A História do Jardim Zoológico” (1959), uma estreia ameaçadora, frenética, e “A Cabra ou Quem é Silvia?” (2000), um delírio tardio, e vi em palco “Casamento em Jogo” (1987), uma variação doméstica previsível, e “Três Mulheres Altas” (1990-91), magnífica carta de amor-ódio (mais ódio do que amor) à mãe adoptiva de Albee, figurada em várias idades da vida. Mas faltavam-me muitas outras peças. Comecei “Seascape” (1975), uma farsa meditativa e absurdista que acho que vou deixar a meio, achei a estival “Finding the Sun” (1982) deliciosamente corrosiva, e depois deparei-me com “Equilíbrio Instável” (1966), que me tinha escapado não sei porquê.

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