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Quase jovens

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Leonard Cohen vivia então boa parte do tempo em Hidra, ilha grega frequentada por socialites e artistas boémios. Um dia, no ano de 1960, quando ele esperava o barco que trazia o correio do continente, avistou Marianne Ihlen, a mulher do romancista Axel Jensen. Ela tinha 25 anos, era modelo, mãe de um menino. Cohen convidou-a a sentar-se com ele e os amigos numa esplanada. Foi razoavelmente directo mas extremamente cortês. Nas palavras de um biógrafo, a jovem norueguesa tinha “olhos azuis penetrantes, maçãs do rosto subidas e uma boca inquisitiva”. Uma imagem da perfeição. Cohen evocou essa epifania num poema de 1963: “Oh, será que as minhas calças brancas lavadas/ e a floresta de gardénias/ e ‘A Ascensão e Queda do Terceiro Reich’/ e o meu bronzeado heróico/ e a minha casa estranha e notável/ será que podem fazer por mim/ o que fez o nosso primeiro encontro?”

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