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Luchini

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Era o actor favorito do meu cineasta favorito. Éric Rohmer fez de Fabrice Luchini quase o seu alter ego, se bem que fossem muitíssimo diferentes, o pacato intelectual burguês de meia-idade e o jovem cabeleireiro impetuoso, filho de um merceeiro italiano. Em vários filmes de Rohmer, Luchini fez de ingénuo, inquieto, deslumbrado, desajeitado, e começou lentamente a estar às avessas com o mundo. Entrou no meu favorito dos favoritos, “O Joelho de Claire” (1970), ainda um pouco sem eira nem beira, depois foi o arturiano Perceval num “Perceval le Gallois” (1978) em registo arte povera, o amoroso decepcionado de “A Mulher do Aviador” (1980), o homem que descobre que “quem tem duas mulheres perde a alma e quem tem duas casas perde a razão” em “Noites de Lua Cheia” (1984), um marchand loquaz nas ligeiras “4 Aventuras de Reinette e Mirabelle” (1987) e um professor desmancha-prazeres numa divertida paródia ao socialismo chique chamada “A Árvore, o Presidente e a Videoteca” (1993).

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