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Indícios do futuro

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Descobri Hölderlin nas traduções de Paulo Quintela, que tinha sido professor da minha mãe em Germânicas. Os livros estavam, se bem me lembro, em casa dos meus avós. Não sei alemão, mas os poemas em português pareceram-me insuficientes, por correctíssimas que fossem as traduções. Estranhamente, isso não impediu o meu fascínio absoluto por aqueles textos torrenciais, esmagadores, como os “Lamentos de Ménon por Diotima”, ou por outros, mais breves, aforísticos, que interrogavam a necessidade de poetas em tempos de indigência, que lembravam que onde cresce o perigo cresce também aquilo que salva, que garantiam que só acreditam no divino aqueles que são divinos. Para mim, aos vinte anos, a poesia era Hölderlin.

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