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Expresso

Menor que o pensamento

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Há quem acredite que a inteligência conduz à infelicidade. Mas como podemos saber quem é ou não “inteligente”, ou “infeliz”, e qual a definição de uma e outra coisa, qual a sua constância? Podemos imaginar que essa causalidade hipotética tenha sido inventada por pessoas que, sentindo-se infelizes, se consideram por esse facto inteligentes. Ou talvez uma falsa verdade seja uma meia-verdade que se enganou no vocabulário; porque não são as pessoas “inteligentes” que descambam facilmente na infelicidade: são as pessoas “introspectivas”. Uma inteligência que evite mergulhos no “eu” é menos atreita a angústias do que uma inteligência que faz do “eu” um assunto obsessivo. O que nos torna infelizes não é a inteligência, mas a dimensão autodestrutiva do pensamento.

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