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Expresso

O complexo de Prufrock

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Não me lembro bem do ano, 89 ou 90, começo da faculdade, ou um pouco antes. Entrei numa pequena livraria num centro comercial da Avenida da Liberdade, onde nunca tinha estado e a que não voltei, e comprei, à aventura, o número dez da colecção Gato Maltês da Assírio, com tradução de João Almeida Flor. Um volumezinho minúsculo, capa lilás escura, com uma gravura de Ilda David. Ezra Pound, num texto publicado como posfácio, elogiava o “tom delicado” do poema, a sua “humanidade” e o seu “realismo”. Mas tenho a ideia de que foi o contrário disso que me interessou em “A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock”.

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