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Expresso

Os possessos

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Como lembraram os obituários, André Glucksmann compreendeu o que era o totalitarismo quando leu “O Arquipélago do Gulag”, em 1974; mas sabemos que as primeiras interrogações surgiram dois anos antes. Glucksmann nasceu em 1937, filho de judeus comunistas do Leste, refugiados em França, e combatentes na Resistência. Tornou-se um académico brilhante e heterodoxo, soixante-huitard, maoista, militante da Esquerda Proletária. Em 1972, quando uma milícia palestiniana, ligada à Fatah, sequestra e assassina 11 atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Munique, boa parte da extrema-esquerda apoia os terroristas, que aliás agiram com a cumplicidade de grupos esquerdistas alemães. Mas a Esquerda Proletária francesa dividiu-se.

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