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Expresso

Livresco e vivido

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François Truffaut cresceu com os autores dos clássicos da Fayard, edições baratas, portáteis, e com os grandes prosadores franceses pós-românticos, modernistas ou neo-clássicos, Balzac e Proust, Léautaud, Cocteau, Radiguet, Bernanos, Giraudoux; muitos deles “reaccionários”, diziam-lhe, e ele nas tintas, ele que até escreveu no semanário “Arts”, órgão da direita intelectual anti-Sartre. A literatura, como o cinema, salvou-lhe a vida, ele tinha sido um menino selvagem, delinquente, e tornou-se um autodidacta, com bons mestres, aliás. O actual director da Cinemateca francesa, Serge Toubiana, sugeriu que aquilo que distingue Truffaut de Godard é também a relação com a literatura: enquanto o indomável suíço “maltrata” os textos, descontextualizando-os, cortando e colando, Truffaut sacralizava o literário.

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