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Expresso

O que fica do que passa

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Uma primeira imagem que fica do filme de Manuel Mozos sobre João Bénard da Costa é a imagem do desaparecido que reaparece. Os documentários de Mozos são exercícios de arquivismo cinéfilo, minuciosos trabalhos de montagem mostrados, passo a passo, numa moviola. O espantoso “Ruínas” (2009) era uma ilustração literal dessa preocupação por aquilo que existiu um dia e já não existe, excepto em imagens e destroços, em fantasmagorias. Esse processo é muito adequado à obsessão de J.B.C. pelo além-túmulo. Dois dos filmes que este documentário cita, dois favoritos de Bénard, são histórias em que a morte é apenas um inconveniente, não um obstáculo:

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