Siga-nos

Perfil

Expresso

Paraty

  • 333

Tezentas mil pedras, grandes e desniveladas, a que chamam “pé-de-moleque” porque só as crianças se adaptam bem a elas. Pedras que os escravos trouxeram dos rios e cachoeiras em redor desta baía, não nos esquecemos disso facilmente. Mas a caminho da portuguesa Praça da Matriz aprendemos a gostar desta cidadezinha situada a umas horas do Rio de Janeiro, depois da badalada Angra dos Reis. Fundada em 1667, e decisiva, à época, no comércio do ouro, Paraty perdeu importância depois disso. Hoje em dia enche-se, no Verão, para um festival literário excepcional. Boa parte do centro histórico, de casas baixas e comezinhas, fica à beira da água, e um antigo sistema de limpeza das ruas provoca pequenas inundações. Mas isso não perturba a azáfama. Sucedem-se conversas e encontros, acompanhados de cachaça de boa qualidade. As esplanadas estão cheias, ruidosas de gente nova. Uns falsos índios vendem quinquilharia. Quarentões veementes debatem a agonia do lula-dilmismo. E formam-se filas compactas à entrada da “tenda dos autores”, das sessões paralelas, das livrarias bem fornecidas onde nos desgraçamos.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI