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Pedro Adão e Silva

CDS e BE, partidos irmãos

Por estranho que possa parecer, diferenças de posicionamento ideológico à parte (não é, naturalmente, coisa pouca), o CDS e o BE são hoje partidos com muitas parecenças: nos desafios que enfrentaram nos últimos tempos, na forma como as novas lideranças se afirmaram e, até, no sucesso político que têm tido. Aliás, as semelhanças começam aí. CDS e BE perderam os seus dirigentes carismáticos, Portas e Louçã, manifestamente os dois líderes politicamente mais inteligentes do ciclo político anterior. Esta orfandade foi consequência também de um momento de enorme dificuldade estratégica para os partidos: o BE foi vítima de uma hesitação programática, que se manifestou na péssima gestão da votação do PEC4 e da relação com a chegada da troika; o CDS, depois de uma passagem pelo Governo em que perdeu as suas bandeiras programáticas (dificilmente se poderia voltar a afirmar como partido dos pensionistas ou dos contribuintes), passou à oposição como parceiro menor de um Governo impopular. Como se não bastasse, com o ex-primeiro-ministro travestido de líder da oposição, a margem de afirmação do CDS seria sempre curta.

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