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Cheira a esturro

Quando a explicação de uma notícia muda muito, o leitor desconfia. Repare-se no percurso do caso dos offshores no espaço de uma semana. Primeiro, era uma notícia requentada e plantada, para logo evoluir para uma mão-cheia de nada. No fim de semana, afinal, já havia qualquer coisa que não tinha corrido como devia (a divulgação das estatísticas), mas a culpa era dos serviços. Entretanto, o ex-secretário de Estado dos assuntos fiscais, apanhado em contramão, demitiu-se de todos os cargos políticos (era vagamente dirigente do CDS-PP nos tempos livres de advogado, lá está, fiscalista) para, mais tarde, confessar atordoado, no Parlamento, que tinha estado a percorrer os tortuosos caminhos da memória. Conclusão: as estatísticas não tinham sido publicadas para não beneficiar o infrator (sim, custa a perceber) e, portanto, a responsabilidade que antes era dos serviços foi, afinal, assumida por Paulo Núncio.

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