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Miguel Sousa Tavares

Cem dias de exaustão

Passos Coelho tem o mérito indesmentível de ter vindo dizer a verdade sem contemplações. O seu programa é simples e brutal: sangue, suor e lágrimas, e, talvez no fim, o recomeço da história.

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)

Na entrevista à TVI, Cavaco defendeu convictamente o Governo de Passos Coelho, como jamais fez com os de Sócrates. Com José Sócrates, ele tinha jurado que mais sacrifícios eram intoleráveis; com Passos Coelho acha que são inevitáveis, devido à conjuntura internacional (que antes, ao que parece, não existia), ou ao "desvio colossal", supostamente encontrado na herança de Sócrates e jamais traduzido por miúdos. Sobre a injustiça fiscal de apenas sobrecarregar a tributação indirecta ou os rendimentos do trabalho, Cavaco Silva acha que isso vem nas melhores tradições do "legislador" - e ponto final. Se, em Janeiro passado, avisava Sócrates de que a situação era "explosiva" (coisa de que muito se orgulha), agora avisa tranquilamente os portugueses de que o pior ainda está para vir - mas temos a "sorte" de não estar iguais à Grécia. E sobre a "omissão" do dr. Jardim em reportar os seus endividamentos ocultos, ele acha que "não tem mais nada a acrescentar" a tudo aquilo que não disse. Pena que lhe não tenha sido perguntado se continua a pensar, como disse há dois anos, que a governação do dr. Alberto João Jardim é um orgulho e um exemplo para Portugal inteiro...

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