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A demagogia, o tumor da democracia

1 Em 2 de Junho de 2016, no auge da lua-de-mel entre o Governo PS e as suas muletas de extrema-esquerda, escrevi aqui um texto a propósito da decisão de reduzir o horário de trabalho na Função Pública para 35 horas semanais, intitulado “Porque é que as 35 horas são uma ofensa”. Nele, começava por recordar que, em 2011, quem falira fora o Estado, e que essa falência custara 300 mil postos de trabalho — privados e não públicos — e uma dívida — pública e não privada — cujo serviço representava para os contribuintes um encargo anual equivalente a toda a despesa com a Saúde. O exemplo que o Estado dava assim, ao reduzir o horário de trabalho dos seus funcionários, enquanto o resto do país estava a pagar a devastação causada pela sua falência, era absolutamente inqualificável.

Mas, mais, como escrevi então: “Se nos garantem que a redução em 12,5% do horário de trabalho na Função Pública não acarreta qualquer quebra de produtividade nem transtorno para os utentes, isso quer dizer que há 12,5% de funcionários públicos a mais. Estarem lá ou não estarem não faz qualquer diferença. Assim sendo, pergunta-se o que deve fazer um Estado falido: dispensar os trabalhadores de que não precisa ou baixar o horário de trabalho a todos? Alguém tem dúvidas do que faria uma empresa privada na mesma situação?” É claro que o Governo PS seguiu a solução ditada pelo eleitoralismo dos seus parceiros de extrema-esquerda: não só não diminuiu como ainda aumentou o número de funcionários públicos.

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