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Como nascem os Brunos de Carvalho. E porque devem ser mortos à nascença

O futebol é uma coisa bem mais séria do que muitos, que não se interessam por futebol, pensam: quanto mais não fosse, se ele não existisse, a vida seria profundamente mais infeliz para milhões de seres humanos que não têm muitos outros motivos para ser felizes, e o mundo seria, consequentemente, um lugar mais perigoso para habitar. No seu livro “Uma Vida Inventada”, a actriz brasileira Maitê Proença conta o que a sua primeira e tardia experiência de uma ida ao futebol, no Maracanã, mais lhe deu que pensar: que tinha inveja dos homens que tinham essa coisa do futebol onde, durante uma hora e meia, podiam deitar fora todas as frustrações, as raivas e as alegrias irracionais acumuladas ao longo de todos os outros dias. “Nós, mulheres, não temos nada de semelhante”, concluía ela. Hoje, já não é tanto assim, mas só por esta simples descrição — que é apenas parte do grandioso enredo do jogo e do espectáculo que é o futebol — é fácil perceber o potencial de perigo que existe em permitir que este jogo e indústria que envolve as emoções à flor da pele de multidões possa cair em mãos de salteadores de estrada.

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