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Apagar o fogo com uma chuva de dinheiro

Depois dos mortos, as indemnizações; depois da floresta ardida, os milhões; depois dos bombeiros, os contribuintes. Acossado por Marcelo, acuado pela oposição, responsabilizado pelos familiares dos mortos, fuzilado pela opinião pública, António Costa não esteve com mais cautelas: que se lixe o défice, vamos despejar rios de dinheiro para cima do incêndio a ver se o apagamos! Do pé para a mão, são 450 milhões, dos quais a maior parte para pagar indemnizações a empresas, particulares e familiares de vítimas mortais. Sem critério nem destrinça, o que cria um precedente complicado para futuro: se arder uma só casa num incêndio isolado, o seu proprietário também irá ter direito a ser indemnizado nos mesmos termos? E se for numa enxurrada, um deslizamento de terras, na cíclicas cheias do Tejo? E todos por igual, sem distinguir quem tinha e pagava seguro e quem apostou na sorte, quem limpou matos e cuidou do seu terreno e quem o deixou ao abandono, quem mantinha uma horta e um pomar e quem vendeu o quintal às celuloses, quem lá vivia e quem não queria saber daquilo? Que importa? O que importa é calar as críticas, pagando.

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