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António Costa precisa mesmo do PCP?

Uma das minhas leituras de Verão foi o livro “Vidas Roubadas”, do americano Adam Johnson, que, por acaso, conheci em Abril, no Festival Literário da Madeira. O livro, que ganhou o Pulitzer em 2015, é um misto de romance e relatório sobre esse insólito país que é a Coreia do Norte — onde o autor conseguiu entrar (e sair!) três vezes. A páginas tantas, Johnson relata aquela que é uma das muitas dificuldades da vida diária dos norte-coreanos: limpar o rabo, depois de evacuarem (desculpem a escatologia, mas não há outra maneira de contar isto). Acontece que, tirando a nomenclatura do regime — a qual goza de todos os privilégios e luxos imagináveis, conforme foi regra em todos os regimes comunistas nos últimos cem anos — o comum dos cidadãos da Coreia do Norte não tem acesso a casas-de-banho privadas ou, ao menos, familiares: seja na via pública, no local de trabalho ou nos seus apartamentos dos prédios residenciais, onde a regra é uma casa-de-banho comum por cada piso de seis apartamentos.

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