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Lições práticas sobre assaltos

1 Não retive as razões invocadas pela Dª Ana Avoila para a última greve dos funcionários públicos. Lembro-me apenas que foi a uma sexta-feira, pois as greves na função pública são sempre às sextas, segundas, véspera ou dia seguinte aos feriados — o que diz muito sobre o empenho laboral dos representados da Dª Ana Avoila. Também não retive as ponderosas razões invocadas pelo pretenso professor e eterno sindicalista Mário Nogueira para a próxima greve dos professores. Sei apenas que foi marcada para coincidir com um dia de exames nacionais — o que diz tudo sobre o respeito que os professores (ou a FENPROF) têm pelos alunos, pelo seu esforço e pelo próprio trabalho dos professores. Já quanto à anunciada greve dos juízes, o que percebi é que se trata de dinheiro — o motivo mais corrente e legítimo de qualquer greve. Marcada para Agosto, quando os tribunais estão de férias, parece que o único efeito útil pretendido é impedir a viabilização das candidaturas eleitorais autárquicas, desse modo boicotando as eleições autárquicas de 1 de Outubro. Quanto aos magistrados, a doutrina divide-se e dessa divisão vão vivendo: umas vezes, são funcionários públicos como os outros, que podem fazer greve e reivindicar aumentos salariais ao patrão Estado, como os restantes e, no limite, até boicotar eleições; outras vezes, são órgãos de soberania, remunerados enquanto tal e em função da remuneração do PR, mas, em consequência, absolutamente independentes de qualquer outro poder.

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