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O elogio dos jornais

Desde que me conheço que sou viciado em jornais. Nasci numa casa onde a leitura de jornais e revistas era quase tão importante como comer e dormir, e num tempo em que éramos contemplados com edições matutinas e vespertinas, ou jornais da manhã e jornais da tarde. Uma das coisas que sempre me intrigaram, nessa época das velhas máquinas de escrever, dos estafetas e da impressão gráfica feita com moldes de chumbo, era a velocidade a que as notícias conseguiam circular: eu saía do Estádio da Luz ou do Estádio de Alvalade, depois de sofridamente ver o meu FC Porto perder quase sempre, apanhava o autocarro 35 e, quando chegava ao Rossio, já estavam os ardinas a anunciar: “Olhò ‘Diário Popular’, traz a bola, ó ‘Diário’!” — isto é, o relato impresso do jogo a que eu tinha assistido uma hora antes.

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