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Na Marcelândia

Os povos felizes são todos felizes da mesma maneira; os povos infelizes são infelizes cada um à sua maneira. Adaptando a célebre primeira frase do inesquecível “Anna Karenina”, de Tolstoi (trocando famílias por povos), a nossa situação actual faz lembrar isso, com a diferença de que actualmente não sabemos se somos felizes ou infelizes. Dá-se até o caso curioso de os bons números da conjuntura trazerem infelizes ambas as partes: aquela que viu triunfar as suas ideias contra os seus números e a que viu triunfar os seus números contra as suas ideias. A direita anda infeliz e desnorteada porque foram basicamente as suas ideias que conduziram aos números que ela própria, quando poder, não alcançou; e a extrema-esquerda anda deprimida porque os números e o ambiente económico alcançados pelo poder que apoia desmentem as políticas que apregoa.

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