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O seu nome, liberdade

Deixem-me começar por ser completamente franco e incorrecto, mas de outra forma não saberia como começar este texto: depois de tudo visto e revisto — as minhas memórias da época, os documentos de então, os Arquivos Mitrokhin, a história da Revolução Russa, as teses sobre a tomada do poder por Lenine, a “História das Democracias Populares”, de François Fejtö, os Arquivos do Kremlin e tutti quanti — não me restam dúvidas de que, entre Abril de 1974 e Novembro de 1975, o Partido Comunista Português, sob a direcção de Álvaro Cunhal, quis mesmo tomar o poder em Portugal e transformar-nos no que eles chamavam “democracias populares” — isto é, ditaduras comunistas de partido único. E o homem que o evitou foi Mário Soares. Quando muitos fugiam, muitos se calavam e acobardavam, muitos se conformavam e outros mudavam rapidamente de campo, Soares fez frente.

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