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O homem é mesmo perigoso

Quarta-feira foi um dia politicamente frenético nos Estados Unidos, em que Donald Trump, a dez dias de tomar posse, mostrou o mesmo à-vontade em quebrar todas as regras e tradições estabelecidas, que já tivera durante a campanha eleitoral e ao longo destes dois meses de transição. Começou por convocar uma conferência de imprensa, marcada para a manhã seguinte ao discurso de despedida de Obama em Chicago, e com a clara intenção de desviar para si as atenções. E bem que o conseguiu! Viu-se um quase-Presidente a pegar-se violentamente com um repórter, arrogando-se o direito de escolher as perguntas, os jornalistas e os órgãos de informação a que responde, conforme critérios jornalísticos por ele estabelecidos (vêm aí quatro anos de batalha diária com a CNN, o “New York Times” e outros que venham a cair no seu índex). Viu-se um quase-Presidente que comparou a actuação dos chefes dos serviços secretos aos métodos da Alemanha nazi (adivinha-se o que vai acontecer aos chefes quando ele tomar posse: ficarão os americanos mais seguros com serviços secretos que só dirão ao Presidente o que ele quer ouvir?). Mas, sobretudo, viu-se um quase-Presidente igual a si mesmo, sem qualquer sinal de moderação presidencial: ordinário, mal-educado, arrogante, com tiques de ditador infantilóide.

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