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É melhor não saber

Continuo sem conseguir entender como é que um administrador de uma empresa pública, minimamente sério, competente e inteligente, assina contratos swap como aqueles que tantas EP e autarquias assinaram. Os swaps eram contratos de seguro contra a subida das taxas de juro nos empréstimos contraídos: se os juros desatassem a subir, as EP estavam seguras contra essa subida mediante o prémio de seguro pago. Se os juros subissem, o banco que tinha celebrado o swap poderia ou não perder dinheiro, dependendo de a subida ultrapassar ou não o prémio do seguro que lhe haviam pago; se a taxa não subisse ou descesse, o banco ganharia sempre, pois que havia cobrado um prémio pela assunção de um risco que, afinal, não se verificara. Isto seria o normal de um contrato deste tipo. Agora, o que é impensável é que lá no meio houvesse uma cláusula que permitisse ao banco ganhar, e muito mais, no caso de as taxas de juro, em vez de subirem, descerem.

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