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Não aprendemos nada

Segundo Mário Nogueira, o eterno ministro sindical da Educação, há 30 mil professores “precários” que serão integrados nos quadros do Estado, incluídos na lista de 110 mil “precários” que irão passar a funcionários públicos de pleno direito. É uma história que promete assim um final feliz — para os ditos precários, para a FENPROF, para os Sindicatos da Função Pública, para Mário Nogueira e Ana Aivola, para o PCP (que aqui tem o seu eleitorado reservado e em nome do qual apoia o Governo) e para o BE e o PS, que esperam ir às sobras. Tanta gente feliz com uma medida tão simples! Não quero, de forma alguma, ser desmancha-prazeres, mas, enquanto contribuinte, há um pequeno pormenor que me preocupa: eu compreendo perfeitamente o interesse dos precários em deixarem de o ser; o que me escapa é o interesse do Estado. Segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Educação, daqui até 2021, o ensino primário e secundário vai perder 110 mil alunos, exactamente o número de precários que vão passar a funcionários públicos. Ou seja: vai haver menos 110 mil alunos e mais 30 mil professores — para fazerem o quê, eis o pormenor.

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