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Nada mexe. Por enquanto...

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Aqui, onde escrevo, o vento tem passado os dias tranquilo, alheado, como que distraído. São dias sossegados, dias de verdadeiro Verão, quando a vida normal fica suspensa por fugidios e felizes instantes. Mas à espreita, manifestando-se por vezes com um súbito rugido vindo do alto da serra, surge o monstro do vento norte: sopra uns momentos e desaparece, só para mostrar que continua ali, à espera que o Verão acabe e ele retome então o seu incontestado domínio sobre esta paisagem marítima momentaneamente apaziguada por suaves brisas de sul e sueste. Parece-me um decalque simbólico do que sucede também na política portuguesa: vivemos umas breves tréguas de Verão, que não são mais do que uma velada de armas antes da nortada do costume regressar, com os lances de guerra já conhecidos e os problemas de sempre por resolver

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