Siga-nos

Perfil

Expresso

A insuportável crueza das coisas

  • 333

O “Orçamento histórico” tem coisas boas e coisas justas. São coisas boas as metas de descida do défice e de aumento do crescimento e do emprego. São coisas justas a subida da generalidade das prestações sociais para os mais pobres, o alívio de parte do IVA na restauração ou da sobretaxa de IRS para a maioria dos contribuintes — sobretudo, para os que não o pagam. Infelizmente, porém, as coisas boas não passam de generosas intenções que o futuro próximo não confirmará, e as coisas justas não são sustentáveis sem nova subida de impostos para os mesmos de sempre (o PCP, aliás, já anunciou tal intenção). De fora do OE ficaram três coisas essenciais, os três pilares da sabedoria económica de hoje: os cortes nos custos fixos e improdutivos do Estado, o aumento da competitividade e o investimento — público e privado. Donde, este Orçamento estar confiado à protecção divina. Rezemos a todos os santinhos.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI