Siga-nos

Perfil

Expresso

Os despojos do Orçamento

  • 333

O mais fácil de tudo é classificar as críticas e dúvidas das instituições europeias e do FMI ao Orçamento do Governo português como um processo de ‘chantagem’ (como faz o PCP) ou como uma inadmissível ingerência na soberania nacional (como diz o BE). Mas, tenham ou não razão, restam duas verdades inatacáveis: uma, é que não são eles que nos devem, mas nós que lhes devemos a eles — e, quando se deve, não se é livre nem soberano, como qualquer pessoa séria sabe; e a outra, é que a questão de reduzirmos mais ou menos, a sério ou a fingir, o chamado défice estrutural não é coisa que interesse aos credores em primeiro lugar, mas a nós mesmos.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI