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Expresso

A deserção presidencial e a rendição governamental

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Quando se ouve no noticiário nacional da TSF a descrição do dia de campanha de Marcelo Rebelo de Sousa, o principal candidato à vitória, e o mais relevante do relato é a entrada do candidato numa farmácia onde compara o preço de dois medicamentos e escolhe o mais barato porque “35 cêntimos é dinheiro”, podemos concluir que não estamos longe do grau zero da política. Enquanto alguns candidatos se esgotam em banalidades e “afectos”, e outros repetem os chavões do partido ou falam como se pretendessem governar, Marcelo — o que mais obrigações tem de conhecer os poderes presidenciais e a importância da função — investe tudo na tentativa de tirar qualquer importância à campanha, afadigando-se a servir imperiais ou bolos atrás dos balcões de cafés, a jogar dominó na rua com os passantes e a esforçar-se encarniçadamente por dar de si a imagem de um Presidente Zé Povinho. Que ele julga ser a versão presidencial que o povo melhor compreende, mais aprecia, mais popularidade lhe traz e, seguramente, menor risco lhe acarreta.

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