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Expresso

Portugal e Brasil: tempo instável e tempestade

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Depois de quatro anos a ouvir a CGTP e o PCP queixarem-se de que o governo Passos/Portas esvaziava a Concertação Social, decidindo por si o que deveria ser decidido ali, eis que a mesma acusação se vira contra os acusadores e estes a encaixam sem problemas de maior. Hoje, Jerónimo de Sousa já pode afirmar que não entende “a hipervalorização da Concertação Social”. De facto, antes de, em segunda reflexão, o Governo actual ter decidido ir à Concertação Social discutir o montante do ordenado mínimo nacional, já antes o tinha discutido com o PCP — e, aparentemente, só a falta de acordo com os comunistas remeteu o Governo para esse aconchego. Já a discussão crucial sobre o sector dos transportes públicos — onde a satisfação dos interesses da CGTP foi o que levou o PCP a assinar o acordo de viabilização do Governo PS —, essa está a ser feita directamente entre o Governo e os sindicatos do sector, sem qualquer participação das respectivas administrações. O desfecho não é difícil de prever, porque dele depende (já?!) a continuidade em funções de um Governo que, como explicou Jerónimo de Sousa aos seus camaradas, não é também do PCP, mas apenas do PS, com a tolerância deles — enquanto e se entenderem que tal compensa.

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