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Expresso

E tudo Costa ganhou

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Cavaco Silva pediu publicamente a António Costa seis garantias escritas para o indigitar primeiro-ministro. Mas, pelo sorriso triunfante com que Costa saiu da audiência, logo se percebeu que não levava aquilo a sério. E tinha razão para tal: Cavaco pediu-lhe o que já sabia que ele não podia dar e que ele não ia dar, pois tal não dependia do socialista mas sim dos seus parceiros de acordo — e estes tinham-se expressamente eximido a comprometer-se a mais do que deixar Costa formar governo e governar à vista, sob vigilância e permanente desconfiança. Foi um puro exercício de politiquice, para Cavaco fingir que ainda controlava alguma coisa. Mais acentuado depois pelo facto de às públicas exigências do Presidente ter correspondido uma resposta que foi e se mantém confidencial. Como se os eleitores — que são a fonte remota da legitimidade deste Governo — não tivessem nada que ver com o assunto. Assim se aproxima a política dos cidadãos.

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