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Expresso

Ao fim e ao cabo

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Depois do que disse Cavaco Silva na quinta-feira, não me restam grandes dúvidas de que o Presidente não dará posse a um governo de esquerda que António Costa lhe venha a apresentar. Mas isso não vai obstar a que António Costa se junte ao Bloco e ao PCP para chumbar à partida um governo PSD/CDS. E tudo indica que o fará sem, simultaneamente, revelar as linhas finais do acordo que terá estabelecido para um governo alternativo de todas as esquerdas chefiado por ele. A ideia veiculada na imprensa é a de que Costa não pretende desviar as atenções da discussão sobre o programa da coligação, misturando-a com a discussão sobre o seu próprio programa alternativo. É legítimo e faz sentido: eu quero ouvir primeiro os fundamentos do PS para recusar a viabilização de um governo de centro-direita, com concessões feitas ao PS, para depois comparar com um eventual programa de governo da esquerda.

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