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Expresso

Requiem pelo zé-dos-anzóis

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Eu tinha acabado de iniciar funções naquele verão de 1980. A atmosfera no tribunal era depressiva. Os processos eram centrados nos furtos, ofensas à integridade física e homicídios, roubos, assaltos, violações e pouco mais. Havia enchentes de presos preventivos por furto de viaturas por causa da lei dos crimes incaucionáveis. Algumas pinceladas de burlas bancárias e a praga dos cheques sem provisão a que cabia sempre a prisão preventiva seguida da libertação após o pagamento. A ação nos julgamentos desenrolava-se invariavelmente perante as mesmas criaturas.

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