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Expresso

Manuela Ferreira Leite

Silêncio alarmante

O país assiste a um alarmante aumento da criminalidade, visível não só no número quase diário de assaltos, como especialmente na crescente sofisticação dos mesmos.

O primeiro-ministro habituou-nos a protagonizar e a pronunciar-se sobre todas as matérias, sejam elas ou não da directa responsabilidade do Governo.

É por isso inexplicável que, sobre este assunto, o eng. Sócrates e o MAI mantenham um inaceitável silêncio, tanto mais espantoso quanto a segurança interna é uma função da exclusiva competência do Estado e sobre a qual só ouvimos os responsáveis intermédios. Estes afirmam categoricamente que estamos a progredir na técnica e nos meios utilizados, aproximando-nos dos níveis europeus, ou seja, estamos a divergir nos indicadores económicos mas a convergir nos da insegurança.

Sobre aqueles, o eng. Sócrates fala quando divergimos menos do que o esperado, e nada diz sobre estes últimos.

Quem tranquiliza os cidadãos?

Não será apenas a actuação eficaz da polícia que o poderá fazer, porque é patente que o problema não é a competência das forças policiais, mas o de estas não terem mãos a medir.