Siga-nos

Perfil

Expresso

A noite e o riso

Gosto tanto do riso que rasga a insossegada noite. O senso comum reclama o silêncio nocturno. Peço ao senso comum a mesmíssima desculpa que peço a Shakespeare. Pela boca de Macbeth, Shakespeare invoca a vendada noite — come, seeling night —, fazendo-nos crer que ela desce de véu negro a tapar os ternos olhos do dia piedoso. Nego: à noite todos os olhos se abrem desmesurados e o cliché da silenciosa noite é uma medíocre miragem auditiva.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)