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Expresso

Cheiras muito a Quinta Avenida

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Oito da manhã ou oito da noite, com Dorothy Dandridge todas as horas eram sensuais. Ainda nem meio-dia seria quando ela entrou no escritório de Otto Preminger. Actriz negra, ou mestiça, ou café au lait, como escrevia, nos anos 50, a imprensa negra americana, queria ser a Carmen da “Carmen Jones” que a 20th Century Fox mandara Preminger filmar. Vinha sofisticadíssima, ou seja, disfarçada. Camuflara-se num tailleur da Saks, um chapéu de rainha de Inglaterra. Atrás da sua secretária art déco, Preminger, bruto como as casas, olhou para ela e, se combinarmos o que eu penso que ele disse com o que os livros dizem que ele disse, saiu-lhe esta frase: “Ó filha, cheiras muito a Quinta Avenida. Se vens para Carmen, vieste ao engano.”

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