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Expresso

O ditador e o macaco

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Todo o ditador fascista de primeira classe adora cinema. Americano. O ditador comunista, ou social-fascista, também. Há mais de um traço comum a ir de Hitler a Estaline, mas há um, desenhado a fantomáticas luzes e sombras, feito em salas escuras, que é o cinema. Lenine, ou o obscuro teórico que havia nele, disse que “o cinema é para nós, de todas as artes, a mais importante” e, no intervalo de uma mortandade, veio Trotsky jurar que quando houvesse um cinema em cada aldeia, a URSS estaria pronta a fechar a cúpula da catedral do socialismo. Goebbels, se na altura já estivesse em vigor o dueto germano-soviético, cantaria com ele: o nazismo conferia ao cinema a mesma elevada missão política.

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