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Expresso

Porque isto ainda pode correr mal

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Só parti o braço uma vez. Lembro-me da cor da bola em que tropecei. Da forma em ‘V’ por cima do meu pulso. Do caminho para o hospital numa ambulância. Da desilusão pela ausência do barulho ensurdecedor do tinóni (afinal aquela era a maior emergência do mundo). Mas a recordação mais forte é da comichão que o gesso fazia quando me sentava na areia quente a morrer de inveja de quem podia tomar banho. Da dor nem um resquício. Dizem que a mente tem o poder de fazer esquecer os piores momentos. Assim anda Portugal. Esquecido da dor de 2011, 2012 e 2013. Vítor Gaspar (ainda se lembram dele?) avisou várias vezes. A cura, além de longa, vai custar e muito. E custou.

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