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José Cutileiro, In memoriam

Lord Carrington

Evening Standard

Peter Alexander Rupert Carington, 6º barão Carrington (o nome é só com um r, o título com dois), que morreu serenamente na segunda-feira passada era o último sobrevivente de Governo de Churchill (estava a caçar quando um homem viera pelo campo de bicicleta dizer-lhe que o primeiro-ministro telefonara; ao ligar-lhe de volta este perguntara: “Sei que está numa caçada, quer juntar-se à minha?”), servira com todos os seus sucessores até Margaret Thatcher — intervalo de alto-comissário (embaixador na Commonwealth) na Austrália amenizara o descalabro do Suez — tendo depois sido Primeiro Lord do Almirantado, ministro sem pasta e Leader da Câmara dos Lords, a seguir ministro da defesa e ministro da energia e, por fim, ministro dos negócios estrangeiros (foreign secretary) de Thatcher, a quem ele mandara dizer que não admitiria más criações; ela apreciava-lhe as maneiras impecáveis e a capacidade de ver sempre o nó do problema. (E achavam graça um ao outro: lembro-me de visita dela a Bruxelas/Evère, vinda de Bruxelas/Schuman, quando ele era secretário-geral da NATO. Sentou-se à mesa bem-disposta e disse: “O ar é puro. Com a possível excepção do senhor barão, não há agricultores aqui”). Herdando o título do pai muito novo, governara sem ter de ser eleito para a Câmara dos Comuns.

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