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Winnie Mandela (1936 - 2018)

Nomzano (“a que resiste”)Winifred Zanyiwe Madikizela-Mandela, que o seu porta-voz anunciou ter morrido na madrugada da passada segunda-feira no Netcare Milpark Hospital, em Parktown, Joanesburgo, onde fora internada várias vezes desde o começo do ano, foi uma fidalga da tribo Pondo, no Transkai, cuja língua materna era o Khosa e cujos pais eram metodistas devotos e exigentes; o pai viria a ser ministro no seu Bantustão (mini-estados negros fantoches, promovidos durante o apartheid pelo Governo de Pretória) para grande indignação da filha e do ANC de que ela passara a ser membro e às vezes dirigente desde que se casara com Nelson Mandela, tinha ela 21 anos e ele 40 e três filhos do primeiro casamento; foi aluna distinta e esforçada das escolas e faculdade que frequentou, no Transkai e depois em Joanesburgo onde se tornou a primeira assistente social preta da África do Sul (no hospital Baragwanath, do Soweto. Desde verdes anos, duas características a tinham feito notar: grande beleza física que ajudaria a seduzir muitos homens, contribuindo para vida sentimental animada, e violência cruel quando se zangava, violência que acabaria também por lhe fazer muito mal e à sua imagem. A partir de certa altura, até admiradores antigos deixaram de tolerar o seu comportamento; embora guardando até ao fim sucesso populista, perto da pessoa dela ficaram apenas alguns parentes e alguns cúmplices dos seus desmandos.

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