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Simone Veil (1927-2017)

Simone Veil, nascida Simone Jacob, viúva de Antoine Veil que conhecera estudante em Sciences Po e com quem foi casada 66 anos, cujo corpo vai agora acompanhar o seu ao irem jazer ambos no Panteão, que morreu em Paris a 30 de Junho, depois de se ter ido afastando da vida pública e haver abandonado também ocupações privadas que lhe eram queridas, foi uma mulher de Estado francesa judia de grande talento político, capacidade intelectual rara e estatura moral ímpar que, tendo sido apanhada aos 16 anos (à chegada a Auschwitz sussurraram-lhe que dissesse 18, para não ser logo gaseada) na engrenagem mais malévola jamais concebida e posta em prática pelo homem (a “Solução Final”, congeminada e executada por Hitler e os seus sequazes, ajudados por entusiastas de outros países) e, ao contrário de mãe, pai, irmão e mais de seis milhões de judeus europeus, tendo escapado à morte e sido libertada quando o campo de concentração de Bergen-Belsen, para onde fora transferida de Auschwitz-Birkenau, foi tomado pelos ingleses, dedicou o resto da vida a tentar garantir que horror assim não pudesse tornar a acontecer — sempre sem vontade de vingança e sem um átomo de ódio no coração.

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