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Ian Brady (1937 - 2017)

Ian Duncan Stewart Brady — Stewart era apelido da mãe, nunca soube qual o do pai que não conhecera; Brady era apelido do padrasto — que morreu na prisão-hospital psiquiátrico de alta segurança de Ashford, Merseyside, Inglaterra, onde cumpria pena de prisão perpétua, de doença crónica dos pulmões, no dia 15 deste mês, e cujo corpo só foi deixado sair da morgue depois de recebidas garantias de que as cinzas da cremação não seriam dispersadas sobre a mesma charneca (Saddlleworth Moor) onde, entre 1963 e 1965 enterrara os corpos de crianças e adolescentes que, com sua amante e cúmplice Myra Hindley, havia encontrado sozinhas na rua, convencido, sob variados pretextos, a vir com o casal, quase sempre violadas, e sempre torturadas e assassinadas, tendo sido denunciado por David Smith, cunhado de Myra, de 17 anos e já com cadastro, admirador de Brady o qual, a 6 de Outubro de 1965, mandara Myra buscá-lo para partilhar serão que acabaria no espancamento e morte de Edward Evans, encontrado numa estação de comboio e convencido a vir a casa de Brady tomar um copo, que deste recebera várias pancadas no crânio dadas com o lado da lâmina de um machado — sendo o corpo guardado num quarto de hóspedes para enterrar no campo no serão seguinte, pois Brady torcera um pé, e mesmo ajudado por Smith, não conseguiria dar conta do recado nessa noite.

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