Siga-nos

Perfil

Expresso

Jean Stein (1934 - 2017)

Jean Babette Stein, que no passado dia 30 de Abril se suicidou, saltando da sua penthouse no 15º andar do 10 Gracie Square, em Upper Manhattan, ao lado da residência oficial do presidente da Câmara de Nova Iorque, andava há meses deprimida o que preocupava não só as duas filhas, ambas nova-iorquinas, uma delas actriz e produtora de teatro, a outra directora e editora da revista “The Nation”, mas também os seus muitos amigos, alguns da sua idade ou mais velhos mas a maioria mais novos, eles e elas, todos inteligentes, muitas vezes brilhantes, quase sempre escritores de maior ou menor sucesso, pintores, músicos, figuras do cinema e do teatro, e da parte da gente de sociedade que gosta de gravitar em torno de tais ícones culturais, sendo ela um ponte natural entre esses mundos — nascida em Chicago, filha de oftalmologista dado também aos negócios que, depois de se mudar para Hollywood, fundara a Music Corporation of America que o tornara multimilionário; criada na Califórnia, educada em escolas americanas caríssimas e depois na Sorbonne, em Paris, onde teve com William Faulkner, já célebre e muito mais velho do que ela, caso intenso mas breve, e lhe fez entrevista publicada na Primavera de 1956 na “Paris Review” que é ainda hoje lida e relida não só pelo que Faulkner nela vai respondendo mas também pelo fio lúcido de perguntas sucintas que conduz a conversa do princípio ao fim.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)