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Tzvetan Todorov (1939-2017)

Tzvetan Todorov, nascido em Sófia, Bulgária, e morto de complicações de doença nervosa degenerativa na noite de 6 para 7 do corrente em Paris, França, onde chegara em 1963, formado em Filosofia, e passara a viver a fim de escapar ao regime de inspiração estalinista de Todor Zhivkov (ditador da Bulgária desde 1962 até ser deposto em 1989, cuja mão de ferro e intolerância o distinguiam mesmo no ambiente geral opressivo e sectário dos países do Comecon) e poder prosseguir em liberdade estudos filosóficos e humanistas a que desde muito novo se dedicara em ambiente familiar propício — o pai era professor universitário; a mãe, bibliotecária; a casa de ambos, refúgio da hipocrisia de sobrevivência nos meios intelectuais do país onde a regra de vida lembrava quadra de poeta social-revolucionário russo fuzilado pelos bolchevistas em 1919: “Os lagartos mudam de pele/ Para salvarem o coração./ Nós mudamos de coração/ Para salvarmos a pele” — obtendo nacionalidade francesa dez anos depois e, apesar de numerosas estadas em centros académicos nec plus ultra das duas costas dos Estados Unidos da América (Harvard e Yale, na Nova Inglaterra; Columbia, em Nova Iorque; Berkeley, na Califórnia), ficou para sempre um intelectual francês, no melhor que a espécie tem dado.

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