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Irina 
Rakobolskaya (1919 - 2016)

Irina Vyacheslavovna Rakobolskaya, que morreu no passado dia 23 de Setembro no seu apartamento de Moscovo onde vivia sozinha desde a morte do marido em 2005 e até ao fim se manteve lúcida, ganhara prestígio universitário na União Soviética ao longo de carreira na Universidade Estatal de Moscovo, primeiro como aluna, depois como professora assistente e professora catedrática, em 1977, e, em 1994, professora distinta a título perpétuo, marcada ao longo de décadas por autoria ou co-autoria de cerca de 300 publicações científicas, incluindo seis livros entre os quais um tratado de física nuclear destinado ao ensino, prestígio que se estendera a departamentos estrangeiros de investigação em raios cósmicos, recebendo na pátria numerosos prémios e comendas com títulos patrióticos e gloriosos, tal como fora estabelecido na prática da URSS revolucionária de Lenine e Estaline e continuara depois na rotina prático-inerte das décadas de Khrushtchov a Brejnev, na perestroika de Gorbatchov e, por fim, na pirueta de Yeltsin que desmantelou a União Soviética de cima para baixo sem derramamento de sangue (prodígio de talento político quando comparado, por exemplo, com as violências que acompanharam a dissolução de outros impérios coloniais europeus do século XX) e trouxe de novo a mãe Rússia de boiardos, patriarcas e czares para o concerto das nações, deixando-a entregue a Vladimir Putin que o próprio Yeltsin escolhera para seu sucessor entre primeiros-ministros que fora nomeando como quem estivesse a provar melões.

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