Siga-nos

Perfil

Expresso

Shimon Peres (1923 - 2016)

  • 333

Shimon Peres, que morreu na madrugada de quarta-feira passada num hospital de Telavive, quinze dias depois de AVC de que não se recompôs, nascido Szymon Perski em Vishneva, cidade nessa altura na Polónia e hoje na Bielorrússia, a família judia asquenaze abastada de comerciantes de madeira, não praticantes salvo o avô materno, rabino que muito o influenciou em pequeno (e seria, durante o Holocausto, queimado vivo na sinagoga incendiada; toda a parentela que se deixara ficar em Vishneva foi exterminada também), emigrado para a Palestina sob mandato britânico aos 11 anos, levado pelos pais e havendo mudado o nome para Peres — ‘águia’, em hebreu — por sugestão de colega que com ele e alguns outros rapazes fora mandado por Ben-Gurion, chefe da Agência Judia para a Palestina e mais tarde primeiro Presidente do Estado de Israel, em missão de reconhecimento ao deserto do Sinai (desenhando mapas que seriam preciosos em 1948, na guerra da independência); cujo empenhamento na causa de Israel nunca fraquejou, desde missões como essa a outras de carácter militar antes de passar a protagonista político, pois Ben-Gurion reconhecera nele coragem, disciplina, pensamento e acção que o distinguiam e pautaram percurso único.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)