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Goran Hadzic (1958-2016)

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Goran Hadzic, que morreu no dia 12 do passado mês de Julho num hospital da cidade de Novi Sad, no norte da Sérvia, de cancro do cérebro que lhe havia sido diagnosticado em Novembro de 2014 na Haia, capital dos Países Baixos, onde estava na altura preso e a ser julgado por tribunal criado de propósito para julgar crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos nos países e territórios que antes constituíam a República Federal da Jugoslávia, durante o turbilhão de guerras, começando por ser civis e depressa passando a internacionais que, estreando-se na Eslovénia, extremo norte da Federação, em 1991, não pouparam nenhuma das repúblicas constituintes (mesmo o Montenegro, até aí ileso, foi bombardeado pela NATO na última dessas guerras quando os Estados Unidos e os seus aliados atacaram do ar o que restava da Jugoslávia para levar Milosevic, à época seu Presidente, a cessar perseguição aos kosovares e a retirar as suas tropas do Kosovo, em 1999) e trouxeram à Europa uma primeira explosão de nacionalismos, logo a seguir ao fim da Guerra Fria, de que ninguém estava à espera e foi alarme e aviso para o que viria alguns anos mais tarde e está agora connosco: afirmações, cada vez mais intolerantes, de credos nacionais — patriotismo é o amor dos nossos; nacionalismo é o ódio aos outros — acompanhando o último alargamento da União Europeia, que parecem desta vez ter vindo para ficar e de que atrocidades cometidas no sul da Croácia e logo a seguir na Bósnia-Herzegovina tinham sido precursoras, de algumas das quais Hadzic havia sido instigador ou cúmplice, convencido todo o tempo de ser herói a defender os seus contra os desígnios mortíferos de vizinhos, inimigos figadais desde sempre ou, pelo menos, desde a grande guerra europeia de 1939-1945 durante a qual croatas e muçulmanos bósnios, com o apoio dos nazis alemães, tinham tentado dizimar os sérvios.

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