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Expresso

Benedict Anderson (1936-2015)

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Benedict Richard O’Gorman Anderson, que morreu de ataque de coração na madrugada do passado dia 13 num hotel em Malang, Indonésia, país que sentia como seu (embora de lá tivesse sido expulso em 1972 devido a críticas veementes que fizera ao regime político; proibido de voltar até 1998, quando a ditadura de Suharto acabou), era professor jubilado de estudos internacionais da Universidade de Cornell, na costa leste dos Estados Unidos, distinguindo-se na sua vasta obra um volume, “Immagined Communities” (1983), que lhe deu grande nomeada ao tratar de tema com má reputação em muitos meios, tal como referiu no começo do livro: “Num tempo em que é tão frequente intelectuais cosmopolitas e progressistas (particularmente na Europa?) insistirem no carácter quase patológico do nacionalismo, nas suas raízes no medo e no ódio do Outro, é útil lembrarmo-nos de que as nações inspiram amor, muitas vezes amor profundo e pronto a sacrifício. Os produtos culturais do nacionalismo — poesia, prosa de ficção, artes plásticas, música — mostram muito claramente esse amor em milhares de formas e de estilos diferentes”.

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