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Expresso

José Cutileiro, In memoriam

Maria Barroso

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Maria de Jesus Simões Barroso Soares, que morreu na madrugada desta terça-feira no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa onde fora internada dias antes, depois de queda que a levara a coma profundo, foi tão recordada e evocada desde esse dia fatal até este sábado, por tão boa gente e com tanta emoção; a sua existência exemplar descrita em pormenor por quem a conheceu nos múltiplos papéis que foi desempenhando ao longo da vida, sendo alguns deles papéis de arte dramática que, menina e moça, praticara com invulgar talento no teatro nacional de Lisboa, durante o pouquíssimo tempo que o regime de Salazar lhe consentiu antes de a proibir de lá representar, julgando assim cortar-lhe a voz mas enganando-se redondamente — ao longo de três décadas do antigo regime muito mais gente a foi ouvindo recitar poesia de, por exemplo, Manuel da Fonseca e Sophia de Mello Breyner, do que a teria visto no palco do D. Maria  em “Benilde ou a Virgem-Mãe” —até porque a morte súbita de carreira teatral a levou à Faculdade de Letras de Lisboa onde encontrou Mário Soares, ficando desde esse dia o destino dos dois entrançado como dois troncos de uma coluna salomónica.

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